13 de agosto de 2008

Tempo perdido, tempo ganho!

Nenhum tempo perdido em pensamentos será um tempo desperdiçado. Pelo contrário, é tempo ganho. Cada segundo perdido em pensamentos é um segundo em que me aproximo mais do que sou. Hoje sinto-me livre, despida e mais próxima da minha essência, do meu verdadeiro Eu. Enquanto perdi o meu tempo a pensar, ganhei mais certezas, mais conhecimento de mim. Sei que ainda não sei tudo sobre mim, sei que me vou surpreender e espantar muitas vezes mas antes espantar-me comigo, que com os outros. Estou feliz porque tenho uma maior consciência do que quero.

Não tenho pressas. Posso errar.

Adenta: Podem me tirar o chão de baixo dos pés infinitas vezes mas eu vou resistir e superar, sempre. Sou forte, aguento!

12 de agosto de 2008

Para ouvir e saborear



Para ouvir, sentir, saborear...

11 de agosto de 2008

Ida à praia...

Dois anos e onze dias depois, eu voltei! Onde? À praia ora! Saio de casa e vejo que o tempo não está famoso, resolvi arriscar. Chegamos, parque de estacionamento deserto, seguimos para a praia, igualmente deserta. Frio. Céu tenebroso. Resolvemos ficar um pouco pelo café, onde bebo um dito que me dói no valor de 1 euro – lembrar não mais beber café na praia – passada uma hora resolvemos seguir em frente. Eram dez da manhã, ameaçava chover mas nós continuamos. Com frio. Até por volta do meio dia estivemos vestidas e enroladas à toalha, mas eis que o sol aparece e nos ilumina e aquece. Por fim, apanhei umas duas boas horas de praia, e valeu a pena!


10 de agosto de 2008

Hoje eu tô sozinha


"Hoje eu tô sozinha
E não aceito conselho
Vou pintar minhas unhas
E meu cabelo de vermelho...

Hoje eu tô sozinha
Não sei se me levo
Ou se me acompanho
Mas é que se eu perder
Eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar
Aí é só eu que ganho...

Hoje eu não vou falar mal
Nem bem de ninguém
Hoje eu não vou falar bem
Nem mal de ninguém..."

Ana Carolina

1 de agosto de 2008

...

Contínuo com a minha, porque raio existem noites? Para mim os dias eram seguidos, sempre dia, sem intervalos. Quando quisessem dormir, dormiam. Quem não quisesse, não dormia. Mas havia vida, sempre.

Acho que estou a enlouquecer....

27 de julho de 2008

Não sei.

Parece-me tão complicado...

Será que é?

Mil e uma vidas...

Nas mil e uma vidas que inventei, fui e sou tanta coisa. Numa dessas vidas, sou tua. Não me peças pormenores que não serão suficientes para te descrever o que é nosso. Sei que me vais ridicularizar e provavelmente, ridícula sou, mas ainda assim, nessa vida em que tua sou, nada de ridículo há em mim (nós).

E nessa vida, somos iguais ao que somos na realidade, com a única diferença que é no teu corpo que viajo e em ti que me seguro. És tu que ditas as regras e tu que dominas. Nessa vida não tenho medo porque sei que me vais proteger. Não penses que é uma vida de mar de rosas, não é. Imagino também tudo o que de mau pode acontecer, mas sabes, no fim damos sempre a volta por cima…o que nos une é bem mais forte.

Não te julgues especial, se como te disse, são tantas as vidas que invento, e tal como tua sou, serei de mais alguém. Em cada vida que invento sou de alguém diferente, e sou ao mesmo tempo livre, porque a liberdade é o que sempre procurei. Sou tantas personagens como as que sonho nos filmes, vivo nas novelas e imagino nos livros. Sou de todas as formas menos da que sou…Já inventei de tudo, acredita. Mas sei que haverá sempre mais para inventar.

Por inventar tanto talvez me tenha esquecido ao que vim, o que sou…mas não há tempo para perder com a realidade com o tanto que se pode inventar. Eu sei, talvez no fundo, não seja nada, não tenha nada. É mais do que certo isso…mas

numa das mil e uma vidas que inventei, eu sou tua.

Outras falas, outras personagens...

"- Quero-te levar para a cama!

- Hã?

- Sim, não disfarces. Bem sei que já sentiste a química entre nós. Sei que é só isso, uma atracção, mas quero, preciso te levar para a cama. Só uma vez, para saciar esta vontade.

- Temos um problema então.

- Sim eu sei o que vais dizer… que isso vai estragar tudo e não sei quê…mas..é só uma vez e eu sei que queres tanto como eu.

- O problema não é esse…

- Então?

- O problema é que eu não quero que me leves para a cama…

- Não, mas..

- Quero ser eu a levar-te!"

E tu?

Desdobro-me em tantas quanto me é (im)possível. Sou uma e tantas outras. Estou onde posso e não posso. No final, esqueço-me quase da ideia original. Onde estava? Em que patamar? Dou-te tudo, juro-te. Dou-te tudo o que está ao alcance dos meus braços. Dou-te mais. Vivo para ti se for preciso. No fundo, já nem me lembro do que nos une…

Sei de ti…sei o que precisas…e tu, o que sabes de mim?

25 de julho de 2008

Um Abraço!


Um abraço…para quem tem problemas de intimidade um abraço pode ser um momento bastante constrangedor. Às vezes acaba por ser um abraço, que nem abraço chega a ser. No fim, quando o abraço é bem abraçado, acaba sempre por saber bem. Sabe a carinho, a apoio, a alguém do nosso lado… Pedir um abraço… não se pede, oferece-se.

Será que se tem de pedir?

Abraçar por abraçar, não tem nenhum significado. Mas há abraços, que nos ficam, que ficam marcados na nossa pele. Há abraços que nos lembram quão importantes são certas pessoas na nossa vida… Há abraços que nos lembram a razão delas existirem. Há abraços que nos deixam encabulados sim, mas chegam a nos emocionar.

Tenho alguns, guardados na minha pele...