11 de setembro de 2008

Desabafo

Irritam-me pessoas egoístas, egocêntricas, arrogantes e invejosas. Cada vez mais.
Não sei, sinceramente, porque ainda me dou ao trabalho...

9 de setembro de 2008

Amores Perfeitos - Fim

"Continuou. Continuou naquela relação, que era a única coisa que tinha. Lembrava-se dos tempos de início, os melhores da sua vida, nunca se tinha sentido tão amada e especial. Sentia-se alguém, com ela. Começou a sentir a esperança das coisas poderem voltar ao que eram, fez tudo para esquecer, e aos poucos foi conseguindo. Ao mesmo tempo que seguía em frente, do seu lado, ia pensando mais em si, e começou a fazer mais coisas por si, por mais que a amasse e quisesse estar do seu lado, queria deixar de se sentir que a sua vida era ela, queria que a sua vida fosse mais, e ela, apenas uma parte. Juntas ultrapassaram a crise, e conseguíram ser mais felizes.

Se houve outra traição? Não, que se saiba, mas no fundo…quem poderá saber?"

8 de setembro de 2008

Intervalo

Faço aqui uma pausa da história Amores Perfeitos para falar de um filme pelo qual me apaixonei, Mamma Mia! Pois é, quem não viu, é favor de ver! Quem está deprimido, é favor ver! Uma vez, duas, três, quantas quiser... O importante é ver. Adorei o filme, é tão animado, divertido, os actores estão muito bem... dá vontade de saltar da cadeira e dançar e cantar!! enfim, vale mesmo a pena!





Pensei que em Portugal se podia realizar um filme baseado nas músicas das Doce, e era um género de um reencontro entre umas senhoras amigas, assim cabeleireiras e assim e um dos diálogos podia ser do tipo:

-Ai mulher, tu lembras-te quando a gente dançávamos e cantávamos a noite toda nos bailes?
-Ai mulher atão não me lembro, era bem bom, olha
(todas)"Bem bom duas da manhã
Bem bom já três da manhã, hei
Bem bom quatro da manhã
Bem bom cinco da manhã, hei
Bem bom já seis da manhã
Bem bom sete da manhã, hei
Bem bom oito da manhã
Bem bom café da manhã pra dois
Sem saber o que virá depois
Bem bom"

Um momento de descompensação...

Amores Perfeitos - Continuação

"Mas por outro lado sabia que não tinha de viver aquilo, era injusto. Claro que estava nas suas mãos acabar mas, e depois? O que podia fazer? a vida que tinham construído, não era tão sua quanto isso. Quando mudou para casa da Joana não tinha nada, como já aqui foi dito. Automaticamente a casa passou a ser das duas, mas na realidade não era assim. Se saísse daquela casa, para onde ia? O seu salário não dava para muito, nem sequer para alugar um pequeno apartamento. Saindo dali perdia todas as regalias a que se tinha acostumado, as roupas, os livros, os dvd’s, as viagens…tudo o que o seu dinheiro não era capaz de comprar. E o carro? O maior representante de autonomia, com ele podia ir onde quisesse e fazer o que lhe apetecesse, sem depender de ninguém, também esse tinha sido oferecido por ela.

E querê-la apesar de tudo. O pior de tudo era as horas em que não estavam juntas. Pensava o que estaria ela a fazer e com quem, só descansava quando as duas dividiam o mesmo sítio…em silêncio pois já nem a sua voz suportava ouvir. Ali estava, numa encruzilhada, era como se sentia.

O que fazer?"

5 de setembro de 2008

Amores Perfeitos - Continuação

"Não suportava traições. Toda a sua vida fora contra qualquer tipo de traição e sempre pensou ser incapaz de perdoar uma. Mas agora…agora que estava a viver aquilo, não sabia o que fazer. Não a podia deixar, não saberia viver sem ela, e sem tudo o que a vivência com ela lhe trouxe. Ao mesmo tempo, não conseguía ser feliz ao seu lado. Sentia-se triste, angustiada, confusa, insegura. Curiosamente, o seu maior medo era perdê-la. Durante muito tempo guardou para si toda aquela situação, não teve coragem para contar a ninguém mas na verdade nem se esforçava muito para disfarçar o seu estado de espírito. Deslocava-se de um lado para o outro com uma apatia que não passava despercebida a ninguém. Pouco falava, e quando falava não era muito coerente no seu raciocínio. Em casa, sozinha enquanto ela estava a trabalhar, sentava-se no sofá com tudo desligado a olhar para nada e a pensar no que fazer.


Às vezes pensava que estava a dar demasiada importância ao assunto, que estava a dramatizar fazendo jus ao que lhe diziam muitas vezes

- “és muito complicada, dramatizas sempre tudo. O que para uma pessoa normal é uma coisa mínima para ti é um enorme problema” "

Contínua...

4 de setembro de 2008

Amores Perfeitos - continuação

"O chão fugiu-lhe dos pés. Nada parecia ter sentido naquele momento. De olhos abertos, nada conseguía enxergar. As lágrimas chegaram e enquanto lhe caiam pela face, questionava-a sobre qual o motivo para destruir assim, o que tinham construído. As palavras que lhe chegavam ao ouvido eram incompreensíveis, como se de uma nova língua se tratasse. Nada fazia sentido. Foi para o escritório e pediu-lhe que a deixasse sozinha. Chorou. Chorou toda a noite, chorou até as lágrimas lhe secarem. Quando o dia amanheceu, foi ao seu encontro e disse-lhe que a perdoava, mas que ia levar tempo a esquecer.

E o tempo? O pior que alguma vez viveu. A partir daquele momento, todo o seu tempo era um pesadelo."

Contínua...

2 de setembro de 2008

Amores Perfeitos

"Dizer que não era nada antes dela, parece demasiado dramático, mas não foge da verdade. Era o quê afinal? Uma pessoa sem grande interesse com uma vida normal, para não dizer completamente desinteressante, alguém que vivia por viver e não possuía quase nada. Depois ela apareceu, e a vida ganhou outra cor, transformou-se em alguém e ganhou uma nova alegria de viver. Já não vivia porque sim, vivia por ela. Ela? Dava-lhe tudo… Deu-lhe uma casa, um carro, viagens, e tudo o que desejava. Deu-lhe a oportunidade de fazer apenas o que queria porque o dinheiro não era problema. Acima de tudo, deu-lhe amor, um amor como nunca antes tinha experimentado. Fez de si, a pessoa mais feliz que acreditava haver. A mais apaixonada, a mais afortunada. Divertiam-se a toda a hora, amavam-se loucamente. Eram felizes… Nunca pensou que aquele tipo de felicidade pudesse existir, nem tão pouco que aquela felicidade pudesse existir em si.


Um dia, a traição. Sim, ela tinha-a traído. Dizer o quê?"

P.S. Contínua...

1 de setembro de 2008

Inspiração

"A vida passa sempre
Tão apressada
Que pouco podes conter
Os dias são ausentes
Sabem a nada
Se te esqueceres de viver
Agarra o teu mundo
Acende os lugares
Onde se escondem os teus sentidos
E não tenhas medo
Se às vezes falhares
O que importa é o caminho
Que fica
Entre achados e perdidos"

Mafalda Veiga

31 de agosto de 2008

Free

Apaguei todos os teus vestígios da minha vida. Não te vou procurar mais... Agora é a valer. Libertei-me (te). Não voltes.

27 de agosto de 2008

Trás-os-montes


Uma viagem relaxante... Boa música sempre a acompanhar as lindíssimas paisagens...
Tempo para reflectir, tempo para me libertar. Fazer parte de tudo, não fazer parte de nada. Estar apenas, sorrir. Apreciar. Respirar.

Agora? Começar de novo, por exemplo!