16 de junho de 2009

I

Não passaram muitos dias até lhe voltar a ligar. Dias antes

"juro que nunca mais lhe volto a ligar"

naquele dia o sol não havia maneira de brilhar. dentro dela qualquer coisa se apertava. Fechava os olhos e lembrava-se da sensação de conforto, protecção. aquela sensação que nunca antes tinha sentido. era tudo novo nos seus braços. não conhecia os braços de mais ninguém. os olhos fecharam-se algumas vezes, não foi preciso mais. aquele gesto que já nem precisa ser pensado, como se fizesse parte do seu corpo, alcança o telefone e marca o número que nunca lhe saiu da cabeça. não atendeu. talvez tenha sido melhor assim, pensou. mas não há nada de bom em saber que poderá nunca mais ouvir a sua voz. em não voltar a sentir os seus braços. liga-lhe o resto da noite. talvez assim atenda. ao fim de três horas atende.

"que é que queres?

...

que é que queres?"

Desliga. Talvez tenha sido melhor assim.

15 de junho de 2009

Ai, que dói...

Depois de uma semana de férias, é extremamente doloroso acordar de manhã e ir trabalhar. Oh, se é... Haja energia! E já agora, uma boa semana para todos nós!

Tenho dito.

10 de junho de 2009

Nada em concreto

Há tanta coisa que eu vos podia dizer... Sabem, começava para aqui a falar, ia por um caminho ou outro. Riamos-nos todos muito, às vezes. Outra vezes ficavamos sossegados a ouvir o silêncio e a pensar. Sabem o que é isso de pensar. Requer tanto tempo... Tanta e talvez mais energia do que talvez viver. Tenho sono sabem? Não consigo dormir mais do que a noite e isso às vezes chateia-me. Nem sempre, porque às vezes preciso de tempo, e então dormir seria desperdiçar esse tempo. Mas acontece que há as outras vezes que tenho tempo, e por isso podia dormir. E é quase sempre nessas alturas que não consigo. Não que esteja necessariamente cansada, a bem dizer da verdade, que tenho eu feito nos ultimos quatro dias? Absolutamente nada. Mas gostava de dormir uma noite seguida, até horas tardias. Coisa que não acontece. Tudo bem, não me importa de ficar acordada enquanto há luz lá fora. O problema é quando começa a escurecer... Entendem? Provavelmente não. Não tem muito sentido tudo isto. Mas que mais hei-de eu vos dizer?

Daqui a menos de um mês tenho 24 anos de vida vivida. Dizem... Eu não sinto metade deles. Peço desculpa, mas só sinto aqueles dias que me dão vontade de rir. Sabem? E aqueles dias que me fazem sentir "borboletas no estômago". Os outros passaram-me ao lado. Mas sabem, isso é mentira. Se ao menos me tivessem passado ao lado, mas nem isso. Mas sinceramente, isso também agora não é para aqui chamado. Sinto falta das coisas novas. De pessoas novas. Não que esteja cansada das "velhas" (não de todas, vá) mas tenho saudades das novas. Aquelas em que vêm prontas para receber o pouco que eu tenho para dar. Porque depois acaba-se. E fica aquele vazio. Só meu.

Mas que interessa tudo isso? Lá fora o dia espera-me. Vou atrás dele. Do dia, portanto.

8 de junho de 2009

Não estou.

A verdade é que eu não estou aqui. É certo e assumo que também não sei onde estou, mas aqui sei que não estou. Não agora. Talvez tenha voado, porque a dada altura sinto-me a flutuar. Mas garanto-vos que estou noutro sítio qualquer que não este. Às vezes acontece-me, saio daqui e vou para acolá. Acolá fico durante algum tempo, até voltar a por os pés no chão. Não que acolá seja melhor do que aqui. Não que aqui seja pior do que acolá. Mas acolá é acolá. Acolá é aquele sitio só meu. Aquele sítio onde não preciso fazer mais do que fechar os olhos. A questão é que o aqui é muito cansativo. E muitas vezes nada sedutor. Muito vazio. Muito "sem sal", sabem? Enquanto que acolá, acolá é tudo. Acolá vivem-se todas as emoções. Só nesse sítio consigo passar um dia inteiro a flutuar. E portanto, enquanto assim for, vou ficando. Não tenham saudades minhas.

4 de junho de 2009

Sabem

Estou a ler um daqueles livros que me custa a ideia de acabar de ler, pois sei que vou ter saudades das personagens. É sempre "complicado" quando isso acontece. Por um lado queremos chegar ao fim rapidamente para saber o que vai acontecer, por outro queremos prolongar aquele prazer pelo máximo tempo que podermos... Isto dos livros, tem muito que se lhe diga.

E a leitura do livro fez nascer em mim a vontade de ter um Amigo Imaginário, ou como o Ivan prefere, Amigo Especial.

Leiam o livro, e talvez entendam...

Já agora, o livro é "Se me pudesses ver agora" de Cecelia Ahern.

30 de maio de 2009

Coisas

Ora bem, neste momento estou a participar numa festa e não me apetece muito. Como? Não sei. Só sei que está calor (porque está) e lá fora na minha animada rua se ouve muita movimentação, desde senhores a falarem em microfones a música, vai de tudo um pouco. E eu, aqui, a participar. Ainda que nem sequer tenha convite.

Entretanto que é que resolveu suceder? O meu telemóvel enlouqueceu. Pois é...Diz que ele é que sabe...então, ou bem que tem som, ou bem que deixa de ter, por livre e espontânea vontade. É bonito ver a autonomia das tecnologias...oh, se é!

De resto está calor, sabem? É.

25 de maio de 2009

Nada.

Nem sequer vale a pena tentar explicar.

Boa noite.

Nem nos sonhos...

Muitas vezes quando vou dormir, penso com muita força em coisas boas, em coisas que quero muito que me aconteçam. Penso naquelas coisas que me fazem sorrir e que me podiam fazer sentir aquele friozinho na barriga. Penso nisso tudo com o objectivo de as poder sonha. Porque se pelo menos as sonhasse, quase que as sentia. Quase que as vivia. E no futuro podia-me lembrar dessas mesmas coisas, como se as tivesse vivido. Porque nos sonhos a dormir, quase que se sente. E o que eu quero é sentir. É lembrar. É saborear aquilo que nunca tive. Mas a crueldade, é que, nem nos sonhos. Nem nos sonhos comandamos...

Hoje quando fechar os olhos vou querer acordar. Talvez assim...

14 de maio de 2009

Ficção. Que outro título teria?

Não foi preciso muito. Tu já és tanto. Um jantar. Quem diria que num jantar te apaixonavas por mim? Quem diria que algum dia te fosses apaixonar por mim? Logo tu. Logo eu. Por isso me espanta que não tenha sido preciso muito, da tua parte, não da minha. Da minha bastou um sorriso, o teu, e já foi tudo. O Mundo. Acho que sim, que foi o Mundo, a Vida, a Vida toda que aconteceu naquele teu sorriso. E o resto? O resto já nem sei falar sabes? Nunca antes tinha sido beijada, e foi acontecer que o meu primeiro beijo fosse logo contigo. Logo contigo.


Voltemos ao início. Quem diria? Tão simples. O teu sorriso, e depois


"Se soubesse que o antendimento seria assim, já cá tinha vindo há mais tempo"

E eu sem saber, eu sem entender. Não era possível existir mais nada além de palavras nesse teu comentário. Mas calhou que existia tudo. Não eram só palavras. Eram vontades. Eram sorrisos infinitos em fins de tarde repetidos até à exaustão. A partir dali deixei-me ir, já não conseguia parar. E quando me dava medo, tu sorrias e ... Enfim, tu sorrias. Que poderia eu fazer contra o teu sorriso? Só queria ficar e esperar a toda a hora que o telefone tocasse, a tua voz


"Vens ter comigo?"

E eu não sei se ia. Só sei, que quando dava por mim, já lá estava. Acho que voava quando ouvia a tua voz. E contínuo a voar. E quando sorrias? E quando sorris? O Mundo contínua a parar. Tenho a certeza.

Feira do Livro

Ontem lá fui eu. Peguei nas minhas pernas e fui. Onde? À Feira do Livro claro está. Como sempre. Como todos os anos desde há muito. Mas este ano, enlouqueci. Ou foi a desforra do ano passado, não sei. O que sei é que saí de lá carregadinha. Ao todo, oito livros. E não, não comprei tudo o que queria. Aliás, quando cheguei a meio da feira já tinha 5 e não podia comprar muitos mais. E lamentavelmente ainda não tinha chegado a outros tantos que queria muito. Vidas... A questão é, voltar lá, ou não? E fico maluca outra vez? As minhas economias, como é? Não tenho vida para isto. Sou maluca, sabem? Maluca! Tenho uma lista imensa de livros por ler, aqui a acumularem, e fui á feira comprar oito. E não paro de pensar nos que não comprei. Maluca! Eu.

Ah. Mas pelo menos vim de lá com um autografo. Da Patricia Reis. Imaginem uma mesa, cheia de escritoras, imaginem-me a mim a deslocar-me até essa mesa. Imaginem que nessa mesa ninguém entendia o meu nome. O meu rico nome. O meu belo nome. Depois de muito me esforçar, uma lá entendeu. E pronto, vim de lá com um livro autografado... Mas vim.