3 de janeiro de 2010

É isso.

Sei que chegou um novo ano porque é isso que se diz por aí, mas sinceramente, de onde estou, sinto-me presa ao ano que supostamente já terminou. Eu gostava de avançar para o novo ano, de braços abertos, esperando tudo, ou nada, mas o que deveria ter terminado com o ano, não terminou, deixando-me em suspense, pendente, e por isso, agarrada a um ano que já não existe.

Não é melhor forma de começar um ano, pensarão vocês, assim, de forma tão negativa. Mas vejamos, o que é um Novo Ano, se não apenas parte integrante de uma sucessão de anos? O que é a mais o dia de hoje em relação a quatro dias atrás? Não consigo fazer reflexões ou novas resoluções para este ano que entra. Não consigo porque não funciona isso de planos, expectativas ou objectivos traçados. A vida é o dia a dia. Viver é sobreviver apenas ao dia de hoje. Isso do futuro, é para os outros talvez. Ou para ninguém. Dar-nos-emos por contentes se chegarmos ao fim do dia de hoje, com lucidez suficiente para ainda nos lembrarmos dele.

Não posso fazer reflexões sobre o melhor e o pior de um ano que não sei sequer se terminará. Talvez a única coisa que deveria acreditar seria que tudo o que lá começou, por lá terminasse. E agora, a página fosse nova. Branca. Mas isso seria se eu pudesse ainda acreditar. Um dia temos a mão cheia de sonhos. E no outro? Menos ainda do que já tínhamos.

Não vamos levar isto demasiado a sério, se faz favor. Não levemos nada demasiado a sério, aliás. O novo ano, quando começar, será uma sucessão de dias. E a minha única resolução é chegar ao fim dele, sem cair.

2 de janeiro de 2010

Não...

...afinal não estava tudo a correr bem.

Já agora, Feliz Ano Novo! Que seja aquele Ano. O ano x!

13 de dezembro de 2009

Só para dizer

Sim, está tudo a correr bem.
Obrigada por (não) perguntares,

Às vezes apetece, não?

Não digas a ninguém...

O título do livro da Luísa Castelo Branco, "Não digas a ninguém", fez-me pensar. E ao ler a sinopse, continuei a pensar. Não li o livro nem sei ao certo do que trata, mas falemos de segredos. Será que realmente existem? Será que no seio de uma família há mesmo realidades escondidas? Ou serão realidades que não querem ser vistas? Será que às tantas todos sabem de tudo, e todos fingem não saber? Até que ponto vai a honestidade nas relações? Não será que o sentimento principal, em quase todas as famílias, será "prefiro não saber"?

E pronto, quis partilhar convosco estes pensamentos...

6 de dezembro de 2009

O Natal

Postas as coisas em pratos limpos, vamos avançar para um assunto realmente importante. O Natal! Pois é pois é, o natal está aí... O Santa está a chegar e todas essas coisas. E eu, para os que não sabem, vá-se lá saber porquê, tenho uma certo vício, no Natal e em todas as coisas que o rodeiam, principalmente o Pai Natal!

É verdade é...e já vi luzes tão bonitas este ano! E fui à Vila Natal em Óbidos, mas fiquei desiludida com aquilo, sinceramente. Tinha muito pouca coisa... O problema agora é que, eu não vou poder ter uma árvore de natal em casa, e isso é triste. Mas porquê, perguntam vocês, Porque o meu querido gato F. Pessoa simplesmente não permite. 24 horas foi o tempo que a árvore de natal durou cá em casa. Além de tirar de lá as bolas todas para brincar, de a atirar ao chão várias vezes, resolveu comer pedaços da árvore e objectos decorativos...o que não deu muito bom resultado. É amoroso o meu gato, mas um pouco maluco. E assim acaba-se o Natal cá em casa.

Mas a verdade é que, apesar de gostar muito da árvore de natal, gosto mais do meu rico menino!

Mais uma vez, mil desculpas....

Sim eu sei que tenho falhado por aqui. Bastante. Devo a este espaço e a todos vós, um pedido de desculpa. Mas sabem, o tempo já não é muito, e o que resta sabem como o uso? Na Farmville. Sim é verdade, fiquei viciada naquilo. Para os que não sabem o que é, Farmville é um jogo online no Facebook, em que temos uma quinta e temos de tratar dela, basicamente é isso. Nunca fui de jogos, nunca joguei ao Sims, sequer, e agora ando metida naquilo. Mas nada que me tire o sono, atenção.. hehe

A verdade é que já não tenho tanto tempo livre, e porquê? Mudei de emprego, e finalmente, por estes dias, tenho-me sentido feliz, realizada e mais motivada, E no fundo, isso é que interessa, é ou não é verdade? Tenho a certeza que me entendem. Às vezes quando as coisas são muito más não queremos falar ou escrever sobre elas porque isso obriga-nos a reflectir. Ao mesmo tempo, quando nos sentimos bem, temos receio de desenvolver muito o assunto, não vá a coisa se "estragar". É um pensamento estúpido mas em dado momento somos todos assim...

Não tenho muito mais a dizer, além de que, neste momento sinto-me realmente bem. E era assim que eu me procurava sentir, já há algum tempo!

18 de novembro de 2009

=)

Talvez tenha sido hoje o dia em que a minha vida deu uma volta daquelas...uma volta daquelas que às tantas já não esperamos dar, sabem? Talvez tenha sido hoje. Oxalá que sim, por agora é tanto quanto vos sei dizer, oxalá que sim.

5 de novembro de 2009

Momentos.

Há sempre tanta coisa a acontecer. E no fundo, quase sempre nada. Os olhos prendem-se nos sorrisos estampados nos rostos das pessoas. São tão poucos, e quase tantos. Porque sorriem elas? Acordo todos os dias a questionar-me de que resto é este, o que é que me sobrou. Vejo-me tantas vezes contente por ti, por vós. Às vezes esqueço-me dos motivos que me fazem sorrir. Só não sei ser triste.

3 de novembro de 2009

Tantas desculpas!!!!!!!!!!!!!

Antes de mais peço imensas desculpas pela minha ausência neste muito estimado espaço. Estimado de certo pelo menos por mim e provavelmente por alguns de vós. Motivos? Não os tenho. Ou talvez até tenha. Vocês certamente entendem que às vezes escrever implica reflectir. Reflectir sobre nós. E nem sempre nos apetece. Nem sempre há energia para isso.

Que posso dizer mais? Respirar fundo e seguir. Ainda me restam uns trunfos. No fundo, acho que vão sempre existir uns trunfos, nem que estejam muito escondidos. Procurem-nos bem quando sentirem que já não há nada a fazer. Se quisermos, há sempre.

8 de outubro de 2009

Procuração

Eu cá acho que, bom seria se podessemos passar uma procuração a alguém para viver, por momentos, a nossa vida por nós. Para responder e decidir por nós. Não precisava ser sempre, era só uns dias enquanto nós agarrava-mos e fazíamos umas férias. Mas íamos descansados, pois, porque sabíamos que aquela pessoa a quem tínhamos passado a procuração, era responsável e certamente haveria de viver a nossa vida tão bem ou melhor que nós. E quando voltássemos das nossas espectaculares férias, estava o problema (no caso de estarmos perante a existência de um problema) resolvido.

É que isso de vivermos sempre, a toda hora, às vezes cansa. Não é por mal, não se ofendam nem achem que eu me estou para aqui a queixar, eu até gosto de viver. Devo fazer parte das poucas pessoas que até acha graça a istoo de viver. E de viver a minha vida, de acordar todos os dias dentro de mim. De ser eu. Eu aprecio, não digo que não. Mas que querem, às vezes cansa. Às vezes precisamos de umas férias. Saía de mim, e ia por aí, sem eira nem beira, que fosse, mas ia sem nada que me prendesse. E depois vinha, cheia de energia, qual popeye depois de tomar os seus espinafres, qual asterix depois de beber a sua fórmula mágica. Ninguém me parava. E a pessoa a quem eu tinha passado a procuração, seria bem recompensada, vos garanto.

E no fundo, vamos lá a ver, há por aí tanta gente desocupada, cheia de vontade de viver. Porque não lhes facultar um emprego? Isto de arranjar emprego está cada vez mais difícil e eu cá acho que é preciso inovar. Podia não ser pago, porque a economia actual é aquilo que se sabe (eu pelo menos sei, vocês se não sabem, não há-de ser por falta de aviso com certeza) mas trocava-se por favores do mesmo género. Por exemplo, quando essa pessoa se sentisse esgotada, passava a procuração, neste caso a mim, e eu vivia a sua vida. Em part time claro está, porque nestes entretantos também precisavamos de viver a nossa, no caso de não querermos estar naquele momento a abdicar dos nossos direitos sobre a nossa vida.

Portanto, a questão é, a quem é que eu posso hoje passar a dita procuração?