Deixo-vos um cheiro, para quem ainda não ouviu.
14 de abril de 2009
Amália Hoje ... Eu quero!
Deixo-vos um cheiro, para quem ainda não ouviu.
13 de abril de 2009
Uma mão lava a outra...
Numa brevidade de segundos tive noção que talvez seja tempo de começar a lavar a tua. Simples.
9 de abril de 2009
Nota
É?
31 de março de 2009
Eu e os meus Pensamentos
Eu e os meus pensamentos, frente a frente, numa conversa decisiva.
Eles “Então vamos lá a saber, ao que vem?”
(de notar que não existe uma grande intimidade entre mim e eles, daí o tratamento por “você”)
Eu “sabem que nem eu sei? Para aqui ando, confusa, eu sei lá…sinto-me assim, baralhada”
Eles “e diz-nos isso a nós? Acha que não sabemos que anda baralhada? O pensamento “y” ontem ainda se fartou de vomitar com as voltas que teve de dar em si, e vem-nos agora com essa conversa. Ainda se nos dissesse alguma novidade…”
Eu “que é que vocês querem? Eu não tenho culpa. Aliás, havendo culpados são vocês, que não me largam. É pá, larguem-me da mão um bocadinho, vá lá!”
Eles (irritados) “mas o que és tu sem nós? Achas que é que por boa vontade que andamos às voltas aí? Achas que gostamos? Que não temos mais que fazer, noutra pessoa por exemplo? Se achas estás muito bem enganada minha menina. Estamos aqui porque este é o nosso papel. Porque um dia nos criaste e agora nem se nós quiséssemos poderíamos sair, porque, em saindo, deixávamos de existir, nós e tu. Agora tens bom remédio, aguenta-te. Finge que não nos ouves se quiseres, mas desaparecer nós não desaparecemos.”
Eu (envergonhada) “oh, vocês desculpem…não foi por maldade que vos criei..mas sabem, tempo a mais, sempre, desde sempre… e aí vocês surgiram, que havia eu de fazer? durante um tempo deram-me tanta felicidade, eram a melhor coisa que eu tinha… mas depois foram aparecendo mais, e mais e cada vez mais, e às tantas até já se atropelam…acham que eu consigo dar vazão a isto tudo? Parece-vos possível? A mim não.”
Eles “paciência…tens de ter paciência”
Eu “ e eu tenho, amigos, palavra que tenho…mas sei lá, porquê que por exemplo não fazem turnos? Fazia-se uma selecção e umas vezes estavam uns e outras outros, que tal? Hã? Parece bem não é verdade?”´
Eles “e para onde iam os outros nos entretantos?”
…
Validade...
O Zôo...
26 de março de 2009
Não sei...
Gostava de conseguir juntar as palavras suficientes para descrever o que sinto. Como me sinto. Gostava de ser capaz de explicar. De entender. Mas não sou, e o pior, o pior é o não entender. Às vezes tenho medo de deixar de ser quem sou. De esquecer-me de sorrir, de me rir de coisas parvas. Tenho medo de me esquecer que a vida é boa e é para ser vivida, na maior parte das vezes a brincar. Tenho medo de ficar demasiado séria. Parece ridículo pensar isto, logo eu… mas eu, este Eu que vos escreve está cada vez mais ausente.
Às vezes dou por mim parada, simplesmente a olhar para o vazio, e penso que não faria mal se eu ficasse assim, dias infinitos a olhar para o vazio. Há vezes é o vazio que me preenche. Às vezes só no vazio me encontro. E eu já não sei de mim… E eu podia-me fazer valer das palavras do Fernando Pessoa e dizer que “o que há em mim é sobretudo cansaço” mas nem sei se chega a ser. Cansaço do quê no fundo? Não há nada de que estar cansada. Não há. Nunca houve. E então poderá ser cansaço isto que sinto? É outra coisa talvez. Que me destrói. Que me apaga. É como se fosse uma lâmpada, que fosse perdendo a potência e por fim fundisse. Estou a perder a luz.
E perguntar-me-iam se é por isto ou por aquilo? Nem sei dizer. É por tudo, é talvez por nada. Não quero ser mal agradecida, já fui tão feliz. Mas o passado é o quê? Nada. E o hoje? Nem sequer existe… de resto, não sei se alguma vez terei futuro. E esta dor, que não sei se é tristeza, se é angústia, se o que é, vai ficando e fazendo de mim quem não sou.
E isto não mais é do que uma quantidade de palavras escritas em itálico sem qualquer significado. Porque as palavras certas, eu não encontro.
