31 de março de 2008
Recordações..
Há rebeldias que realmente...
Em dia de recordações, porque há sempre coisas a recordar que nos fazem sorrir, recordei-me (recordamos-nos) da primeira vez (e a única a bem ver) que fomos parar ao concelho executivo. Sim, eu já lá tive. Com quem? Com a minha querida amiga C. (fica C. porque ainda tenho medo que nos venham buscar). Ora e porquê?– perguntam vocês que há muito tempo que não perguntavam nada - , eu digo-vos.
Mas vocês continuam, “andaram à porrada com alguma professora por causa de um tlm?” Não. “Atiraram com mesas de um lado para o outro?” Não. “Incendiaram alguma coisa numa sala de aulas?” Não. Podem continuar uma vida toda a lançar hipóteses que é provável que nunca descubram. Assim, eu poupo-vos o trabalho e vou contar. Juro que vou. E é agora. Lá vou eu, “oh p’a mim”.
Num certo intervalo de uma aula de duas horas (provavelmente naqueles intervalos maiorzitos) eu e as minhas colegas resolvemos ir lanchar a um café perto da escola. Fomos, quando voltamos na pressa de irmos para aula criou-se o problema. A minha querida amiga C. não tinha o dito cartão. Rapidamente encontramos uma solução, entravamos e uma de nós (neste caso, eu) passava o seu cartão pelas grades à C. e ela quando entrasse mostrava de relance e ninguém percebia, estava feito e podíamos ir sossegadas para a AULA. (acho importante realçar que a única coisa que queríamos de facto era ir para a aula, não queríamos ir arruinar nada nem ninguém, queríamos simplesmente ir para a aula, aprender coisas já que era para isso que andávamos na escola). Nós, e a nossa rebeldia!
Pois bem, a situação não correu bem. A C. foi apanhada, confiscaram-me o cartão e não a deixaram entrar. “Oh senhor mas nós só queremos ir para a aula, vá lá, deixa a rapariga entrar, por favor!” . Mas o senhor tinha a sua função e impedir uma aluna de ir à aulas fazia parte das suas funções. Pois bem, “a professor que venha cá dizer-me que a conhece e que eu a posso deixar entrar e eu deixo!” . Não pensem que ele não conhecia a C., porque naturalmente conhecia bem a cara dela e sabia que ela estudava ali. Lá fomos nós “oh senhora professora ai ai que não deixam a C. entrar na escola, tem de fazer alguma coisa” a senhora professora indignada pelo displante de uma aluna querer entrar na escola disse logo “não tenho nada a ver com isso”. Bom, a coisa lá se resolveu não sei bem como e a C. conseguiu entrar na escola e ir à aula, claro que quando entrou na sala a professora olhou para ela com o maior desprezo no mundo e acho natural, há atitudes que realmente merecem desprezo, e essa está no topo da lista. Uma pessoa a querer ir a assistir a uma aula. Palavra de honra. Adiante.
Não pensem que a história acaba aqui, não... estávamos nós, muito sossegadas na dita aula quando entra por ali a dentro alguém (não me recordo se uma auxiliar de educação ou uma das senhoras do concelho) e chama-nos para ir ao dito concelho. E lá fomos nós, muito aflitas com a nossa rebeldia, “ai ai e agora o que nos vai acontecer?”. Lá fomos, sentaram-nos numa sala com mais umas quantas senhoras do concelho (não me lembro quantas mas sei que eram algumas) e meus amigos, o sermão que nos deram, que isso não se fazia e mais não sei quê e “agora vamos ficar-lhe com o cartão que é para aprender” e eu “mas então assim como é que eu entro na escola meu Deus?”.Um horror! Acho que nunca me devo ter sentido tão criminosa. Nós só dizíamos “mas nós só queríamos ir à aula, não foi por mal”. Por fim, lá me devolveram o cartão e nos deixaram ir, certamente que devemos ter ficado no livro negro mas conseguimos continuar a ir às aulas!
Ora, tudo bem, tentamos enganar o senhor do portão para entrar na escola, mas vá lá, a única coisa que queríamos era ir à aula, tanto que até foi lá que nos foram buscar para ir ao concelho. Justifica-se? Hoje em dia o mundo está como está, alunos que agridem os professores por causa de telemóveis, só não passam impunes porque a história sai para praça pública. No meu tempo, a minha maior rebeldia foi ajudar uma amiga para poder ir à sua aula. Há coisas no mundo que fazem muito pouco sentido. Mas, C. por ti, seria assim, rebelde a esse ponto, o resto da minha vida! Desde que sejas uma pessoa formada, é tudo o que quero! Que me levem ao concelho, confiscem o cartão, me levem para a prisão, nas trevas nunca hás-de ficar! Eheh =)
29 de março de 2008
A ouvir... XAILE!!!!

Um dia quando for crescida (e tiver um emprego) vou ter este Cd. Juro que vou!
"Xaile é um espectáculo excitante, num contexto performativo cheio de festa e de mistério, de força e de sentimento, com uma linguagem poética e musical totalmente portuguesa porém totalmente contemporânea."
Altamente viciante... Gosto!
28 de março de 2008
Dias cinzentos..
Sinto-me estranha ao caminhar pelas ruas, como se já não me pertencessem. Não sei se as ruas não me pertencem ou se eu não pertenço às mesmas... Ausente. Sinto-me estranha, como se aquele não fosse mais o meu lugar e as pessoas, ao olhar para mim, percebessem. Não pertenço ao mundo. O mundo não me pertence. O mundo fora da fortaleza que me protege, já não é meu. Aqui, dentro destas paredes, destas portas, sinto-me protegida. Aqui, eu existo. E enquanto percorro o espaço entre uma divisão e outra, a minha única preocupação é apenas essa, percorrer. Aqui, posso não ser Eu porque não preciso. Aqui, sou apenas Eu, e isso chega-me. Hoje, qualquer contacto com o mundo exterior me aflige. Como se não fosse bem vinda. Nos escassos contactos, uma parte de mim sai sempre dorida. A realidade assusta-me. Enfrentar. Dói-me.
26 de março de 2008
O que será que isto diz sobre mim?
Serei normal? Sinto-me estranha...
24 de março de 2008
Travesti!
Eu sou travesti!
Tu és travesti!
Com quantas mentiras
Nós todos vivemos
Com que fingimentos
Rimos e sofremos
São regras do jogo
Que todos jogamos
Até sem saber,
Travesti da vida,
É estar a viver
(...)"
Ontem deixei-me viajar...
23 de março de 2008
Coisas que me fazem rir?
20 de março de 2008
19 de março de 2008
16 de março de 2008
Gosto de café!

Gosto de café. Gosto. Lembro-me da primeira vez que bebi um café de máquina, não gostei. Odiei para ser mais exacta. Não entendi o porquê das pessoas gostarem tanto de um café. Passados alguns anos a posição é outra. Gosto do sabor sim. Nem muito quente nem muito frio, nem muito amargo nem muito doce, um café simplesmente. Não do tipo “um bica em chávena escaldada por favor” ou “queria um café curto se não se importa”, nem mesmo “dê-me um café cheio com dois pacotes de açúcar”. Não. Um café simples, do género “é um café se faz favor”. E é. Bebe-se, sabe bem, e vai-se onde se tem de ir.
Ausente
"Adeus oh minha gente
Venham ver-me à despedida
Nasci no lado errado
No lado errado da vida
Partindo fico ausente
Nem memória vou guardar
Ai! Adeus oh minha gente.."
15 de março de 2008
O "senão" dos livros..
Humor/Vida
Apesar de ser apenas um vídeo humorístico e ter realmente muita piada, não fosse do grande Ricardo Araújo, consigo ver tanta gente a dizer as mesmas palavras. Tanta. É triste.
Adenda ao post anterior
13 de março de 2008
Deu-me que pensar..
Um livro?
"O amor não espera à porta" de Marisa de Los Santos
Dos que fazem ver a vida como é. Não trata apenas do amor romântico, aliás, esse nem é o principal.
Vou a meio mas já está a valer a pena.
E vocês?