16 de junho de 2009

I

Não passaram muitos dias até lhe voltar a ligar. Dias antes

"juro que nunca mais lhe volto a ligar"

naquele dia o sol não havia maneira de brilhar. dentro dela qualquer coisa se apertava. Fechava os olhos e lembrava-se da sensação de conforto, protecção. aquela sensação que nunca antes tinha sentido. era tudo novo nos seus braços. não conhecia os braços de mais ninguém. os olhos fecharam-se algumas vezes, não foi preciso mais. aquele gesto que já nem precisa ser pensado, como se fizesse parte do seu corpo, alcança o telefone e marca o número que nunca lhe saiu da cabeça. não atendeu. talvez tenha sido melhor assim, pensou. mas não há nada de bom em saber que poderá nunca mais ouvir a sua voz. em não voltar a sentir os seus braços. liga-lhe o resto da noite. talvez assim atenda. ao fim de três horas atende.

"que é que queres?

...

que é que queres?"

Desliga. Talvez tenha sido melhor assim.

3 comentários:

I believe disse...

Ou ñ...Mas vamos lá saber?!***

*alma de poderosa* disse...

oh pikena..tu kk dia escreve mas é um livro sff..
escreves bem pah!
margarida rebelo pinto mas escritora mm nao tia queque!
pensa nisso!
eu apoio!

Ana disse...

conta o resto!
Contaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! :)