8 de maio de 2009

Só por causa das coisas...


Mais uma foto da Nazaré!

Mau Maria!

Vamos nos sentar todos aqui um bocado, e vamos falar sobre liberdade. Não? Então falo eu, e vocês fazem o favor de ouvir (que é como quem diz, de ler). Eu acho muito bem, mas mesmo muito, que sejamos todos muito livres, e que possamos fazer tudo, e se houver tempo, mais alguma coisa. Mas e o respeito pelos outros? Eu sou a favor do respeito. Voto sempre sim, quando se trata do respeito. Mais, e o respeito pelo espaço e sossego dos outros? SIM. Muito Sim. E agora vocês estão confusos, é sempre assim, são muito sensíveis e ficam sempre muito confusos. Aprecio-vos, mas tanta confusão?! Passo então a explicar, não suporto, de todo, as pessoas que ouvem música nos transportes públicos, sem fones. Sabem? Aquelas que resolvem achar que toda gente tem vontade de ouvir a música que eles estão a ouvir, sabem? Essas pessoas bastante irritantes, por sinal. Porque vejamos, aquilo não é uma discoteca, ok? É um autocarro, é uma carruagem do metro, e se naquele momento somos um grupo, e estamos todos ali para o mesmo, esse mesmo não é "ouvir x música", não, esse mesmo é "ir a determinado sítio", logo ninguém tem a obrigação de ouvir uma música que se calhar não lhes apetece. Cada um pode querer, que ideia, ouvir a sua música, e não querer partilha-la. Alguma vez perguntaram às pessoas dos transportes "ei pessoal, querem ouvir este som que eu tenho aqui?". Não perguntaram pois não? Então deixem as pessoas sossegadas nas vidas delas!

Já para não falar, das pessoas que gostam do caracol da minha rua. (alguns de vós talvez não saibam que a minha rua é muito frequentada por pessoas que gostam de comer caracois). Imaginem, estacionam (se aquilo se pode chamar de estacionar) o carro no meio da rua, e põe o rádio em volume bastante (mesmo bastante) alto. E toda a rua tem de levar, num domingo à tarde, com a música de um senhor que está a comer o seu caracol. É de mim, ou isto ultrapassa um bocado aquilo que deve ser chamado de liberdade???

É caso para dizer, Mau Maria!

A Fórmula

Às vezes a fórmula não funciona. É assim, e é simples. O que é que se faz? Contínua-se a usar na tentativa que um dia, por milagre, passe a funcionar? Ou muda-se? Muda-se um ingrediente? Muda-se a forma como ela é preparada? Muda-se qualquer coisa. Ao fim de muitas tentativas, havemos de conseguir a fórmula certa, correcto? Aquela fórmula. A única formula que funciona. Certo? A fórmula que eu estava a usar, não estava a funcionar. Era a fórmula errada. Então eu mudei-a. Ainda estou em fase de experimentação, não sei se esta vai funcionar. Mas estou a tentar. Estou a tentar achar a minha fórmula.

4 de maio de 2009

Nazaré...

As minhas compras na Nazaré:



A vista do meu quarto:


E o ascensor? Eu mostro:



E o resto? Foi bom sim. Mesmo a calhar... Mais pormenores, no futuro!

30 de abril de 2009

Amanhã...

Fecho os olhos, uma e outra vez, na tentativa de esquecer que quase me afogava numa água que nunca cheguei a mergulhar. A cabeça pesa-me. Pesa-me como poucas vezes me lembro de pesar. Acabou. Um arrastar de tudo. Um arrastar de nada. Acabaram-se. Os sonhos. Aqueles. Morreu. A esperança. Aquela. E agora? É necessário virar a página, para não se enlouquecer. Mudar o rumo. Começar tudo de novo, se preciso. Visionar um barco, e tentar alcança-lo. Antes mesmo de me molhar.

Felizmente o dia está a acabar, e amanhã já vai estar tudo bem. E vou para a Nazaré. E venho de lá renovada. Porque tem de ser. Porque me restam duas alternativas, deitar-me no chão a lamentar-me ou levantar-me e fazer o caminho seguinte. Recomeçar. Naturalmente, sendo quem sou, opto pela segunda. Amanhã vai estar tudo bem.

E se eu fosse um vilão?





Ui.

29 de abril de 2009

Inexplicável.

Não sou de fé. Não sei se acredito num Deus. Não sei no que acredito. É isso, na verdade eu não sei. Mas às vezes, vezes como esta, apetecia-me entrar numa Igreja e gritar. Gritar-Lhe. Perguntar-Lhe porquê?! Pedir-Lhe satisfações. Dizer-Lhe umas coisas que eu cá sei. Dizer-Lhe que eu, mereço mais, e que um dia Ele há-de ver. E há-de!


Ele, que nem sequer acredito que exista. Penso nisso, acreditando que isso me traria algum alívio. Lógica? Não a há. É apenas o que é.

Sem título, sem nada.

Dentro de mim, nada. Foi o quê afinal? Fecho os olhos com força, quando os abrir já não estou aqui. Mas, porra, estou! Estou, porra! Peço, mais uma vez, silêncio. Quero ouvir o que de mais profundo existe em mim. Silêncio. Escuto. Nada. No fim, nada muda. Porra, de uma vez!

28 de abril de 2009

Silêncio. Posso gritar?

26 de abril de 2009

Abram as cortinas...

Nesta minha vida, tudo é feito de esperas. Espero sempre. Espero tudo. Espero mais, muitas vezes. Se me foi dada alguma coisa à nascença, além de oportunidade de viver, foi paciência. Isso, felizmente (ou não tanto) não me falta. E a espera contínua. Permanece. Por este ou aquele motivo. Mais uma vez. Quem me dera que fosse a última vez.

Que comece então.