26 de março de 2009

Marley & Me


Pois é, grande filme este! Para os mais sensíveis aconselho a não verem. Para além do que me ri, chorei uma vida ali dentro. Mas é um grande filme sim. Um grande cão. Como são aliás, todos... E mais não digo!

24 de março de 2009

Pessoas do Metro, Obrigada!

Ainda não partilhei, nem aqui nem em lado nenhum, a última história interessante do Metro. Ora aqui vai.

Quem anda de metro sabe que é regra primeiro deixar-se as pessoas sair, e depois sim entra-se. Mas sabem quando as carruagem estão cheias e as pessoas a sair de lá são no mínimo mil? Quando parece que existe um buraco do outro lado da carruagem, porque não é possível sair tanta gente daquele espaço. Sabem? Então no outro dia estava eu pronta para entrar na carruagem, as portas abrem-se e vai de começar a sair gente. E sai, sai, sai, sai, sai, sai..... Quando toda a gente saiu, e nós pessoas do lado de fora, íamos começar a entrar, eis que as portas apitam, e fecham mesmo.

O movimento que aconteceu a seguir, meus amigos, é difícil explicar por palavras. Então, um indivíduo (ou dois) agarraram as portas com toda a força do mundo, impedindo-as de fechar e diziam às pessoas para entrarem, e elas abaixavam-se, encolhiam-se e entravam, e eles sempre a segurarem as portas, elas fechavam-se mais um bocadinho e eles chamavam a si a força de super-heróis e abriam. Tudo isto para quê? Para se ajudarem mutuamente. Aquilo que senti foi que estávamos todos juntos naquele "barco". Era um por todos e todos por um.

Eu por acaso deixei-me ficar do lado de fora, não por ser uma mal agradecida, apenas porque entre ficar trancada numa porta e esperar mais cinco minutos pelo próximo metro, eu vou na segunda opção. É uma questão de prioridades apenas. Mas não é por isso que me deixo de sentir orgulhosa daquelas pessoas. Aquelas pessoas que são capazes de partir um braço só para que outras possam chegar a casa a horas decentes. Aqueles pessoas que têm espírito de equipe e juntas lutam contra qualquer porta que se queira fechar. Aquelas pessoas sim. Mas só daquela carruagem, porque as outras estavam-se marimbando, já tinham entrado e não queriam saber de nós, os abandonados. Os mal tratados.

Se um dia eu fosse à guerra, eu gostava de ir com aquelas pessoas daquela carruagem. Eu gostava aliás, que aquelas pessoas andassem sempre comigo, lado a lado. Com certeza iria-me sentir muito mais protegida. Super-heróis. Não esquecerei aquelas pessoas.

Pessoas daquela carruagem, se me estiverem a ler, um grande bem haja e continuação sim? É de pessoas assim que o País precisa. Pessoas que saibam segurar uma porta! Ipe Ipe Hurra!

Fingir...

Às vezes fingimos que acreditamos. Em nós ou nos outros. Por nós ou pelos outros. Quase sempre pelos outros. As razões são várias, para os sossegar, para não os preocupar. Outras vezes para não nos chatearmos. Mas essas são outras vezes. São as que nem interessam assim tanto. Pior são as vezes em que fingimos que acreditamos em nós, pelos outros. Essas dão-nos mais trabalho.

Não é?

20 de março de 2009

Hey _Purple Wings_,



satisfeita?
(aí ao lado ----> )

Espero que sim. É missão deste blog manter todos os seguidores/comentadores/amigos satisfeitos. Qualquer dia passamos a ter livro de reclamações. E afinal tenho na minha posse três fotografias do dito gato, e não duas como antes havia referido. Desde já as minhas desculpas.

Cumprimentos,

Perdida

19 de março de 2009

Olha, casei-me!

Sabem aqueles amigos que mesmo que não se vejam durante anos, quando se vêm é como se tivessem visto no dia anterior? Aqueles que podem até nem se falar, mas nos momentos importantes estão lá, e partilham coisas, o melhor e o pior. Sabem?

Eu sei. Tenho uma amiga que já não via há uns dois anos, e nesse espaço de tempo não falámos. A última vez que nos vimos foi para ela assinar a minha fita da Benção das Fitas. Fiz questão de ter uma fita assinada por ela na minha pasta. Ontem vi-a, por acaso. Primeiro ao namorado, que logo lhe disse que eu estava ali e ela pediu para eu esperar um pouco. Fiquei ali, com ele. Silêncio. Eu

"Então e novidades?"

"Novidades... olha a única novidade é que nos casamos!"

O que se diz a isso? Parabéns não? Enquanto sorria e dava os ditos parabéns pensava para mim "ok, foi uma coisa pequena, súbita, só eles e umas testemunhas para consolidarem a relação."

"queres ver uma foto?"

"sim..." (a medo)

A foto, os dois felizes. Ela de vestido de noiva.

"então foi onde?"

"numa quinta, era para ser uma coisa pequena mas acabou por ser uma coisa ainda grande. é só um dia na vida né?"

É. "Claro."

Não se diz "casei-me". Diz-se "vou-me casar". Isso sim é uma novidade que se dê "olha vou-me casar". "Ah que bom, muitas felicidades. E o vestido já escolheste? E como é que vai ser e como é que não vai ser?" Não é o não convidar, isso nem sequer afecta. É o não partilhar. É o não partilhar um dia que é único na vida. E isso deixa-nos onde?

18 de março de 2009

Quantos sorrisos eu tenho?



Temos mais do que um sorriso.


Será? Sabem quantos sorrisos eu tenho?
E vocês, quantos sorrisos têm?

17 de março de 2009

Ser.

No fundo não passo de uma hipócrita, e sei disso. Não sou mais do que ninguém. Mas quando sou menos, quando é a altura de ser tudo o que tenho para ser de mau, sou-o contigo. Mais uma vez. Um de nós vai cair numa armadilha. Sempre foi assim. Um de nós… Foste quase sempre tu. Ninguém sabe mas gosto do prazer de ter fazer mal, porque aquilo que só eu sei, foi o mal que tu me fizeste. E quando me sinto mal com o mundo, e quanto o mundo me dá com os pés eu procuro-te. E de resto, escondo. Só contigo sou capaz dos maiores actos de egoísmo. Só a ti sei usar. Só a ti sei fazer mal. Tu nem desconfias. Acreditas sempre nas minhas palavras doces (às vezes até eu acredito) e depois cais (caímos). Ainda não percebeste que venci quase sempre. Às vezes é como se fosses nada para mim. E eu preciso de me alimentar desse nada. És um nada que me faz falta, já viste a ironia? Não sei viver nas vezes em que te perco, mas não te quero para nada… Quando te procuro deixo de ser eu, e passo a ser o resto. Contigo, sou superior. Desta vez vou até ao fim, desculpa. (...)

No fim, de nós, sou eu que sofro mais.


E vai conduzir!

Não sei se já leram o livro Quem mexeu no meu Queijo?, eu já li. Não mudou necessariamente a minha vida. Mas faz sempre pensar... Nesse livro há uma citação,



“Imaginar-me saboreando o novo queijo, antes mesmo de encontrá-lo, conduz-me a ele”



E eu acredito. E o que vos posso dizer meus amigos, em relação a isso, é que o ando a saborear de uma maneira, que pouco espaço resta... Também é verdade que já o ando a saborear a algum tempo, mas o único risco que corro é que esse ganhe bolor, mas não dizem que são os melhores queijos aqueles com bolor? Que seja! Eu por aqui vou continuar a saborea-lo, cada dentada, cada migalha....

16 de março de 2009

Os animais....


Já quis ser Psicóloga de Animais (se é que essa profissão chega a existir). Quis entender o que se passava na mente dos animais. O que pensavam, se pensavam... Se tinham estados de felicidade, de tristeza. Porque eu acho que sim. Que os animais às vezes estão extremamente felizes e outras vezes deprimidos. E eu gostava de entender o porquê. E se estão deprimidos, o que podemos fazer para deixarem de estar? Porque às vezes nós estamos tristes e os animais sabem o que fazer para nos animar.

Sempre tive cuidado para que os animais não tivessem ciumes de outros, ou de pessoas. E quando por exemplo, uma caniche que faz parte da minha vida, é tosciada eu faço-lhe muitos elogios para ela se sentir bonita. E o meu primeiro gato, de cada vez que lhe batia, porque ele se portava mal, ia logo de seguida dar muitos beijinhos porque não queria que ele ficasse triste ou chateado comigo.

Até há pouco tempo eu gostava muito de pessoas. Pessoas no seu geral. Mas nunca quis com muita força ser Psicóloga de Pessoas. Porque no fundo, aquilo que há para compreender nas pessoas, não é assim tão misterioso. As pessoas, além de todo o bom que têm, são egoístas, más, ingratas e fracas. Aquilo que há para entender nas pessoas são as suas razões. Razões que mudam de pessoa para pessoa. E talvez por isso nunca sejam compreensíveis. E eu talvez tenha desistido de tentar entender as pessoas. Os animais, esses, ainda têm muito para nos ensinar e surpreender. Talvez até me desiludisse, mas durante algum tempo seria uma novidade.

E poderia entender finalmente, se são felizes com a vida que têm. Se foi aquela a vida que escolheram. É nisso que penso muitas vezes.

Este amável gato apanhado nesta magnífica fotografia tirada e gentilmente oferecida pelo Ben, mais conhecido por estas bandas como I'm a Saint, estaria a pensar em quê? Será que era ali que ele queria estar? Eu não sei. Mas ao olhar para ele lembrei-me de tudo isto.

Um pouco mais de paciência...

"(...)E a loucura finje que isso tudo é normal / Eu finjo ter paciência /O mundo vai girando cada vez mais veloz /A gente espera do mundo e o mundo espera de nós /Um pouco mais de paciência (...)"

João Pedro Pais